dois danoninhos e um medo

Sunday, August 06, 2006

1. O casual

O projeto deveria começar da maneira mais simples possível, para incentivá-la a continuar. Coisas muito difíceis logo de cara desanimam a gente. Começaria, como seu amigo Peter havia dito, com sexo casual, casual mesmo, just for fun. Nunca fizera isso antes. Sempre rolaram os flertes, os intermináveis cafés eu-gosto-disso-e-não-gosto-disso, eu-ouço-isso-e-não-ouço-isso. “Jura? A minha irmã também! Que coincidência!”. Era definitivamente chegada a hora de ir direto ao ponto...

O plano era o mais simples possível: ir a uma festa/show/reuniãozinha de amigos e encontrar um cara. Nada de tipos bizarros, nada de gente que quisesse conversar muito. No final, seria apenas uma boa e velha trepada. Talvez não fosse tão boa, no fim, mas por que esperar mais?

O show foi arranjado, de graça, com amiga e lá encontrariam amigos e amigos de amigos. Amigos de amigos são sempre uma boa opção. Pelo menos afastavam um pouquinho só a possibilidade de um serial killer ou uma coisa tão ridícula quanto. Enfim, nem quis trocar de roupa, a blusa pink e o jeans estavam bem...

A “vítima” foi encontrada em pouco tempo. Cara tipo moderninho, óculos azuis, cabelo meio black. Branco. Pequeno. A barriguinha um pouco grande demais. Mas ok. Amigo de amigo, ótimo. Cara de gente boa, ótimo. Conversa básica: o que vc faz? Sou músico? O que vc faz? Sou escrava de uma empresa. Blablablá. Vamos buscar uma cerveja? Ok.

Na volta, beijo. Beijo e mais beijo. Um amasso num lugar mais calmo... e casa! Não, Alice, vc não deveria trazer estranhos pra casa. Não assim, morando sozinha. Não assim, sem nem um cachorro para fungá-lo antes. Já foi.

Em casa, os amassos ficaram um pouco mais firmes. Beijo nos seios, ok, é hora de abrir a braguilha... O que temos aqui? Hmmmm, bom tamanho. Hmmm, sem a camisa ele fica bem mais gostoso... Acho que está na hora de fazê-lo gozar e começar uma coisa um pouco mais séria.

Ela abriu a calça dele, preta, larga. Tirou a camisa, a faixa do cabelo dele soltou os cachos... minham.. Isso ia ser bom. O menino tinha uma boa pegada. Um cheiro gostoso, algo como uma loção levinha misturada com maconha...

Boa pegada, definitivamente. Ela então desceu, caiu de boca e mexeu a língua bem devagar pela cabeça. Deteu-se um pouco no freio... O gosto dele era bom também. Cheiro e gosto de pau lavado, com um pouquinho do sal do suor. Bom.

Como todos os homens mais modernos e novos, ele era um ano mais novo do que ela, ele não queria gozar assim, na boca. Eles têm aquela coisa de querer gozar junto, uma obsessão dos tempos modernos. Uma espécie de etiqueta de bom amante... Bobagem. Aquele era o sexo casual dela, do jeito que ela queria. Intensificou um pouco os movimentos da língua, passou os dedos pela divisão do corpo com a cabeça do pau (tem um nome isso?). Ele relaxou. Assim está bom? Sim, está. Os olhos já reviravam um pouco. Nossa, preciso acabar com essa mania de ter o poder, mas quem sabe outra noite... E ele gozou. Um jato forte, quente, salgado. Bom. Nada de engolir, Alice. Por mais que você goste, evite a coisa feia de babar porra na frente de alguém. Isso, guarde na boca, vá até o banheiro e cuspa. Boa menina.

Ok. Agora é a minha vez. Ele pode me chupar até ficar excitado novamente... ai, ai, bom... nossa, ele sabe exatamente o que está fazendo. Não é um menino novinho e inexperiente, então... aiai.

O pau já estava duro novamente, então ele colocou a camisinha e meteu. Nada de estrelas cadentes, nada de amor eterno, um pau firme e voluntarioso dentro dela. Era disso que ela precisava mesmo. Ai, de quatro! Sim, o menino estava se mostrando um bom amante. Vou gozar. Sim, vou mesmo.

E então rolou um abraço entre estranhos, gostoso. Ele brincou um pouco com os seios dela, com a sua barriga. Ela se levantou, ainda nua, e vestiu apenas os óculos dele. Já amanhecia. Nossa, não estamos a tanto tempo aqui... Acho que o show terminou tarde... Fome. Ok, nua e de óculos azuis, movendo-se languidamente com as pernas ainda meio trêmulas da gozada, ela andou até a geladeira e achou. Um danoninho! Isso vai ser divertido. Comer um danoninho vestindo apenas óculos azuis na frente de um desconhecido. Ok, a vida não é feita apenas de morangos, champanhe e calda de chocolate. A colher pequena na boca, as brincadeiras óbvias com a língua e, de novo. Ela o sentiu penetrar por trás, no maravilhoso momento em que ela trocava o CD. Foi contra a parede, ele segurando com força seu corpo, mordendo suas costas, e ela rindo, ainda comendo o danoninho. Tudo para o chão... a excitação começou a crescer de novo. Ai, ok, vou de novo. Duas gozadas em minutos com um perfeito estranho. Essa coisa de procurar sexo estava indo bem... E ele também estava gostando. Intensificou os movimentos, segurou-a pelo quadril... bom bom... e foi. Caiu de joelhos depois, exausto.

Acho que podemos dormir um pouquinho... Ah, assim. Entrelaçar as pernas em um desconhecido é ótimo. E ele ficava realmente bem sem camisa...

Dormiram até tarde, meio abraçados, é verdade. Ai, Alice, mais um erro. Mas tudo estava bem. Quando acordaram, saíram pra tomar café juntos, deram mais uns beijos e boa. Cada um pra seu lado. Tudo ótimo.

Essa brincadeira seria melhor do que estava imaginando...

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